Memorial
Ingressei no curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 2017, após uma trajetória anterior na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde cursei Sistemas de Informação. Essa trajetória bifurcada, entre tecnologia e humanidades, foi constitutiva do olhar que trago para meus objetivos atuais.
Na graduação em Jornalismo, atuei como monitor bolsista da disciplina Oficina de Jornalismo Impresso e fui responsável pelo projeto gráfico do jornal-laboratório Questão de Ordem (QO). O domínio de ferramentas de TI facilitou o uso de programas como o InDesign, mas o ganho mais significativo foi o desenvolvimento de uma relação investigativa com o dispositivo pedagógico que, mais tarde, se tornaria o objeto da minha dissertação. O Trabalho de Conclusão de Curso, "Análise de conteúdo do jornal-laboratório Questão de Ordem: edições Bairros de João Pessoa (2016–2020)", orientado pelo professor Carlos Alberto Farias de Azevedo Filho, foi minha primeira sistematização rigorosa com uso do IRAMUTEQ, software que permitiu extrair, a partir dos dados léxicos, os significados das produções jornalísticas analisadas. Em 2022, ainda durante a graduação, apresentei no 45º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom/UFPB) o artigo "Análise das capas do jornal-laboratório Questão de Ordem: edições da Pandemia 2021", articulando análise textual via IRAMUTEQ com a análise dos componentes visuais das capas.
O Mestrado Profissional em Jornalismo (PPJ/UFPB), cursado entre 2022 e 2024 sob orientação da professora Paula de Souza Paes, aprofundou esse percurso. A dissertação "O papel do jornal-laboratório na formação profissional do jornalista: estudo de caso do Questão de Ordem da UFPB" investigou o jornal QO como dispositivo pedagógico ao longo de toda a sua trajetória institucional, das primeiras edições na década de 1980 até 2024, mapeando os aspectos formativos e preservando a memória da formação jornalística da UFPB ao longo do tempo. A escolha metodológica pelo estudo de caso (Yin, 2015) com análise por indícios (Braga, 2011) permitiu capturar a complexidade de um objeto que é, simultaneamente, prática jornalística, ferramenta curricular e memória institucional. A dissertação confirmou algo que minha experiência prática já sugeria: o jornal-laboratório forma jornalistas não apenas pelo exercício técnico, mas por um conjunto de práticas que constroem identidade profissional.
A trajetória acadêmica, contudo, nunca se distanciou das práticas empreendedoras no campo digital. Co-criei e co-produzi um canal de notícias esportivas (Esportes em Pauta) e cards informativos para o Instagram (Tal Notícia); criei, produzi e apresentei um podcast de entrevistas (RS Entrevista); assessorei o streamer DelegaRp em estratégias de comunicação e gestão de audiência; e coordenei equipes de criação de conteúdo, suporte, mediação de conflitos e roteiros ficcionais no servidor de GTA RP Brazuca. Cada uma dessas experiências contribuiu para uma compreensão da comunicação como meio de entrega estratégica de informação, orientada pelo que a audiência e os usuários de fato desejam.
Com ética, dedicação e respeito, sigo em frente com fé.


